Abordagem das Alterações do Olfato em Doentes Recuperados da COVID-19

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Ana Catarina de Castro Gomes - Autor Correspondente

Ana Catarina de Castro Gomes [acgomes@arsnorte.min-saude.pt]
Loteamento de Sumarães nº 23, 4805-490 Guimarães, Portugal

Joana Soutinho
Ana Luísa Pereira

Resumo

Estima-se que cerca de 50% dos doentes infetados pelo SARS-CoV-2 desenvolvam alguma alteração do olfato. A maioria recupera espontaneamente, contudo aproximadamente 10% permanece sem melhoria 4-6 semanas após a cura. Dada a elevada prevalência de COVID-19, um número significativo de doentes irá apresentar esta morbilidade.
Assim, o objetivo principal desta revisão é definir um protocolo de orientação dos doentes recuperados da COVID-19 que se apresentem com alteração do olfato. Nestes casos deve-se começar por classificar a gravidade desta alteração e excluir outras possíveis etiologias subjacentes, que possam carecer de investigação adicional.
O tratamento que apresenta melhores resultados é o treino olfativo. Adicionalmente poderá ser recomendado o uso de corticoide nasal em spray ou suplementação com ómega-3.
De ressalvar que muito daquilo que se preconiza é baseado em ensaios realizados em doentes infetados por outros agentes que não o SARS-CoV-2, pelo que importa estar atento à produção científica neste campo.

Palavras-chave: Alterações Olfativas/etiologia; Alterações Olfativas/diagnóstico; COVID-19/complicações

Detalhes do artigo

1.
Castro Gomes AC, Soutinho J, Pereira AL. Abordagem das Alterações do Olfato em Doentes Recuperados da COVID-19. Gaz Med [Internet]. 1 de Setembro de 2022 [citado 27 de Fevereiro de 2025];9(3):221-9. Disponível em: https://gazetamedica.pt/index.php/gazeta/article/view/542
Secção
ARTIGO DE REVISÃO