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Rate of Venous Thromboembolism After Shoulder Arthroplasty in a Portuguese Population
Taxa de Tromboembolismo Venoso Após Artroplastia do Ombro numa População Portuguesa

Conteúdo do artigo principal

Susana Rodrigues - Autor Correspondente

Susana Candeias Rodrigues [susana.candeias.rodrigues@gmail.com]
Unidade Local de Saúde Almada-Seixal, Hospital Garcia de Orta, Almada, Portugal
Avenida Torrado da Silva, 2805-267 Almada

Renato Ramos
Diogo Silva Gomes
Nuno Moura
Marco Sarmento
António Cartucho

Resumo

Introdução: O nosso objetivo foi identificar a taxa de tromboembolismo venoso (TEV) sintomático em doentes submetidos a artroplastia do ombro (AO) e avaliar o papel de potenciais fatores de risco associados.
Métodos: Os autores avaliaram retrospetivamente todos os doentes submetidos a AO de forma a identificar os casos em que ocorreu TEV sintomático nos 3 meses após a cirurgia, numa mesma instituição, entre fevereiro de 2010 e outubro de 2021. Foram incluídos os doentes com seguimento de pelo menos 3 meses e que con-sentiram a sua inclusão neste estudo. Os critérios de exclusão incluíram a profilaxia farmacológica para TEV ou realização de cirurgias prévias com menos de 3 meses de intervalo.
Resultados: Foram incluídos 103 doentes (idade média de 69,33 anos e 31,7% do sexo masculino). Identifica-ram-se 2 casos de TEV sintomático, correspondendo a uma taxa de TEV de 1,94% (IC 95%: 0,24% - 6,84%). Foram estudados os fatores predisponentes para TEV (história de neoplasia, TEV prévio, história familiar de TEV, contraceção hormonal, terapia hormonal, doença vascular periférica, IMC > 30). A presença dos fatores de risco para TEV incluídos não se correlacionou estatisticamente com a ocorrência de TEV (teste exato de Fisher p = 0,113).
Conclusão: Os resultados deste estudo retrospetivo unicêntrico sugerem que a incidência de TEV sintomático após artroplastia do ombro, em doentes sem profilaxia farmacológica de rotina, é relativamente baixa. Contu-do, devido ao reduzido número de eventos e às limitações metodológicas inerentes, estes achados devem ser interpretados com cautela. Considera-se aceitável a utilização seletiva de profilaxia farmacológica em doentes de alto risco, sendo, no entanto, necessários estudos prospetivos de maior dimensão para clarificar o papel da profilaxia farmacológica nesta população.

Palavras-chave: Articulação do Ombro/cirurgia; Artroplastia/efeitos adversos; Complicações Pós-Operatórias; Tromboembolia Venosa/epidemiologia; Tromboembolia Venosa/etiologia

Detalhes do artigo

1.
Rodrigues S, Ramos R, Silva Gomes D, Moura N, Sarmento M, Cartucho A. Taxa de Tromboembolismo Venoso Após Artroplastia do Ombro numa População Portuguesa. Gaz Med [Internet]. 9 de Junho de 2026 [citado 13 de Junho de 2026];1(1). Disponível em: https://gazetamedica.pt/index.php/gazeta/article/view/971
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